Por finalizar....

Conceitos básicos para os que temem os comportamentos formais às refeições

 

 

É frequente estar sentado numa mesa de refeição cujo ambiente é mais formal, tanto em cruzeiros como fora deles, e verificar que alguns dos convivas se perdem nesse ambiente, sem saber que talheres ou copos devem utilizar. Nota-se por vezes o incomodo nota-se o incomodo desde companheiros devido à imagem pensar estar a dar. 

As questões relativas à educação em matéria de “etiqueta e boas maneiras” poderão ser polémicas, visto que existe quem as deprecie, contudo não é intenção deste artigo convencer ninguém a usar ou estar à mesa de determinada forma, mas sim, simplesmente mostrar a base dos conceitos o seu racional.


Os Talheres

Esta é a dúvida mais frequente quando vemos oito, ou mais talheres em redor do prato e por onde começar?, bem, é simples, de fora para dentro. Isto é, primeiro usaremos os talheres que se encontram mais longe do prato, os de “fora” e à medida que vamos passando os pratos iremos usando aos talheres seguintes.

É lógico. O que não seria lógico era que de acordo com o prato que nos servissem tivéssemos que procurar no meio dos talheres o adequado. Atenção, se avançarmos, faremos o mesmo para os seus talheres.
Por exemplo, se não desejarmos o primeiro prato esperamos que nos retirem os talheres respectivos, ou, não nos serviremos deles. Quando nos servirem o segundo prato usaremos os correspondentes.

À mesa poderemos encontrar várias situações, desde uma só faca e um garfo, até três ou quatro talheres de cada lado (entrada, sopa, primeiro prato, segundo prato).
Os talheres do segundo prato podem estar postos na mesa ou não. Quando estão postos, são normalmente talheres comuns ou de carne (faca com serrilha e garfo) mas se pedimos peixe, no momento em que o servem, trocam-nos os talheres por garfo e faca de peixe.
Os talheres de sobremesa ficam colocados na parte superior do prato, mas em muitas ocasiões só se põem no momento de servir as sobremesas. 
Vejamos um exemplo (fotografia realizada no Jewel of the Seas)
 

Foto

Neste caso utilizaríamos:Garfo e faca de entrada. Para a sopa somente necessitamos da colher. Garfo e faca para o primeiro prato.

Para o segundo prato temos na mesa o garfo, mas nos falta o talher da direita, que irá ser colocado antes de servir o prato e de acordo este seja de carne ou peixe, nos será posta a faca de carne ou de peixe.

 

Os Pratos

Em primeiro lugar o mais simples: pratos de sopa e pratos rasos. Mas atenção, em muitas mesas iremos encontrar também marcadores, cuja função é meramente decorativa.

Os marcadores diferenciam-se dos pratos normais porque são mais rasos e um pouco maiores. Não há muito que explicar quanto ao uso do serviço de jantar, de qualquer forma na sua apresentação se devem cumprir certas formas lógicas. Não se pode pôr um prato de sopa directamente sobre a mesa, deve sempre existir por baixo um prato raso ou marcador, evidentemente, para evitar a passagem de calor para a mesa. Igualmente não se podem pôr os pratos do mesmo tipo juntos, isto mais por uma questão estética.

Os Copos

Aqui sim, existe uma infinidade de situações. Existe praticamente um tipo de copo para cada bebida.
Existem copos para brandy, para cocktails, para  licores, para whisky, etc.

Os copos para o vinho tinto e o vinho branco, têm características diferentes e especiais adaptados para cada tipo de vinho.

Normalmente existem três situações em que os poderemos encontrar à nossa mesa:

Só existe apenas um tipo de copo.
Pode ser um copo comum, que se usa para água e, em mesas informais, se pode usar para vinho.

Copo para água e copo para vinho.
Como os distinguir? Normalmente o copo para água é maior.
A água pode beber-se em maior quantidade.
O copo do vinho é mais pequeno o que facilita a conservação da temperatura e por outro lado não convém que o vinho esteja muito tempo no copo, devendo ser degustado com  moderação.

Três copos.
Normalmente será: copo para água, grande e com o bordo aberto; copo para vinho tinto, um pouco mais pequeno que o anterior e bordo fechado; o copo para vinho branco, muitas vezes servido em flute, e copo para licor, é mais pequeno, baixo e em forma de pêra.

A enologia é um campo enorme, pelo que as generalizações se tornam perigosas, contudo aqui só estamos a oferecer conceitos básicos.

Por vezes é difícil distinguir entre um copo para água e um para vinho branco ou vinho tinto, porque podem ter tamanhos e formas semelhantes. Como já tenho vindo a mencionar e de uma forma geral, os copos para água têm o bordo, a parte superior, onde se apoiam os lábios, aberto, e os copos para vinho o têm fechado.
O motivo é: fechando o bordo mais fechado conserva-se melhor o bouquet do vinho (o aroma), de forma que, ao beber possamos aspirar o bouquet e desfrutar melhor do vinho.

Os copos para vinho branco devem ser pequenos porque o vinho branco serve-se sempre frio, e em pequenas quantidades, para que não haja tempo de aquecer.

No vinho tinto é onde se encontra maior dificuldade. Existem copos para vinho tinto mais pequenos que para água e existem outros que são maiores.
Os maiores são muito grandes e abaulados para conservar o bouquet dos vinhos velhos de reserva. Os pequenos são os mesmos ou semelhantes aos copos para vinho branco.

Na hora de beber, devemos limpar os lábios com o guardanapo para não deixar restos de comida no copo.
Ao beber, deve pegar-se o copo pelo pé e não pela parte superior, para não o deixar manchado com as marcas dos dedos (além de que aquece o conteúdo).

  
Os complementos

O prato do pão

Se a mesa é redonda, quadrada ou retangular o nosso pão, está situado sempre à esquerda.
O pão corta-se somente com a mão. Não se deve utilizar nenhum tipo de talher, nem tradicional nem especial, para cortar o pão. Este é um costume de origem cristã, o pão representa o Corpo de Cristo, o qual deve ser agredido com facas.Tradicionalmente o pão não se molha, nem directamente com a mão nem com o garfo, em molhos ou em condimentos, nomeadamente no sal. Porém, na gastronomia mediterrânea, poderá existir um pratinho ou outro recipiente com azeite, sendo um “must “ degustar esse nectar.

O guardanapo

O guardanapo da mesa desdobra-se discretamente, como se fosse fazer um truque de magia, e coloca-se sobre o colo.

No caso do guardanapo ser de  um tamanho considerável pode colocar-se no colo dobrado ao meio.

O guardanapo nunca se coloca ao pescoço, como um babete. Isso só se aplica às crianças.

Para nos levantarmos ou se tivermosde fazer uma pausa na refeição, o guardanapo coloca-se ligeiramente enrugado ao lado direito do prato. Nunca se deixa totalmente dobrado como se não tivesse sido utilizado.
O guardanapo deve apenas utilizar-se para limparmos os lábios antes e depois de beber, e para retirar qualquer pequena mancha de comida da cara (por exemplo um pouco de molho dos lábios).

O guardanapo não se utiliza para limpar o suor, assoar o nariz, limpar um copo, baton, um talher, ou limpar os sapatos, etc., logo, o seu uso é exclusivo à limpeza dos lábios e manchas de comida.

Quando terminamos de comer, o guardanapo deixa- se da mesma maneira tal como se descreveu para fazer uma pausa, ao lado direito, ligeiramente enrugado, mas nunca dobrado como se não tivesse sido utilizado.

Se comermos algum alimento, que nos fez manchar o guardanapo em excesso, o melhor é que o deixemos ficar na mesa, do lado que esteja menos sujo. 

É simples e mais fácil do que parece.

Espero ter tirado algumas dúvidas aos mais distraídos. Como vêm foi um artigo muito superficial dirigido àqueles que nunca se tinham preocupado com este tema.
Se têm alguma dúvida ou desejarem fazer algum comentário podem faze-lo para meu e-mail ou nos fórums. Se acharem que vale a pena aprofundar mais este tema, digam-me.

 

Félix González - infoCruzeiros.com
CT (Trad.)

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